(...) É, eu confesso que não é exatamente a realidade que eu esperava
encontrar. Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a
campainha e me seqüestre de uma vez. Talvez você pule esses três ou
quatro muros que nos separam e segure a
minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar. Talvez você ainda
possa pular no rio e me salvar. Ou talvez eu só precise de férias, um
porre e um novo amor. Porque no fundo eu sei que a realidade que eu
sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.
Caio F. Abreu

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Palpita ai!